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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Três torcedores do Vasco são levados para presídio após briga em estádio

Foram encaminhados ao Presídio Regional de Joinville os três torcedores do Vasco presos por envolvimento na pancadaria que marcou o jogo entre Atlético-PR e Vasco da Gama na tarde de domingo (8), no estádio Arena Joinville, no Norte de Santa Catarina. De acordo com a Polícia Civil, o trio foi preso pela Polícia Militar e depois identificado por imagens feitas no local do incidente.
  Os homens saíram da Central de Polícia de Joinville a caminho do presídio por volta das 2h30 desta segunda-feira (9). Eles foram indiciados por tentativa de homicídio, associação ao crime, danos ao patrimônio e por ferirem alguns artigos do Estatuto do Torcedor.
Segundo a Polícia Civil, dois torcedores foram detidos na saída do estádio, logo após o jogo. O terceiro foi encontrado no banheiro de um ônibus da torcida organizada do Vasco, quando deixava a cidade. Um dos homens aparece em fotos e vídeos feitos no local com um pé de mesa na mão. Nas imagens, é possível vê-lo usando o objeto para espancar um torcedor adversário.
Segundo a Polícia Civil, as investigações continuarão para identificar outros envolvidos e os responsáveis por iniciar a confusão, que deixou quatro pessoas hospitalizadas. Diogo Cordeiro da Costa Ferreira, de 29 anos, foi internado e liberado no mesmo dia.
Três torcedores continuavam em unidades de saúde do município até a manhã desta segunda-feira. São eles: Estevão Viana, de 24 anos, Gabriel Ferreira, de 24, e William Batista, de 19 – este foi transferido para o hospital da Unimed. De acordo com a assessoria de imprensa da unidade, ele sofreu fratura no crânio mas apresenta quadro estável. O rapaz deve ficar em observação por tempo indeterminado até um neurologista avaliar o quadro e determinar os procedimentos que devem ser seguidos. O quadro dele era estável, mas inspirava muitos cuidados até 9h06.
Policiamento
A tenente-coronel da Polícia Militar de Santa Catarina Claudete Lehmkuhl informou que, no momento da briga, não havia policiais militares dentro do estádio. De acordo com ela, o motivo para a ausência de policiamento foi uma determinação do Ministério Público do estado. Segundo Claudete, após a briga entre as torcidas, 160 policiais militares começaram a atuar dentro da Arena Joinville e 20, fora do estádio.
Em nota emitida pela Polícia Militar de Santa Catarina às 22h50 de domingo, a corporação afirmou que "esteve presente na parte externa do estádio durante o evento, atendendo a uma Ação Civil Pública por parte do Ministério Público, que propôs que o Poder Judiciário proíba a participação de policiais militares em atividades que fujam da competência constitucional da corporação".
A nota afirma, ainda, que 113 policiais militares integraram as equipes de policiamento ostensivo (a pé, montado, de carro, motocicletas, helicóptero e resgate médico).
"Dentre esses policiais militares, encontrava-se um efetivo composto pelas Guarnições de Policiamento Tático, inclusive com reforço de cidades vizinhas, pronto para atuar em caso de conflito. Essa atuação deu-se justamente quando começaram os atos de violência entre os torcedores", destacou o texto.
Na noite de domingo, o Ministério Público do estado afirmou que não fez "nenhuma recomendação ou ação que impeça a Polícia Militar de atuar no interior do estádio Arena em Joinville". De acordo com a assessoria de imprensa do MP-SC, uma ação civil pública que pede mudanças estruturais na segurança do estádio foi protocolada no dia 2, mas o Fórum de Joinville não havia aceitado o pedido até a noite de domingo. Ainda segundo a assessoria, a ação não pede que policiais deixem de atuar na Arena Joinville. Além disso, a ação só passaria a ser uma determinação depois de aceita pelo Judiciário.
Até as 7h50 desta segunda-feira, os torcedores Estevão Viana, do Atlético-PR, e Gabriel Ferreira Vital, do Vasco, estavam em observação no pronto-socorro do Hospital Municipal São José. Segundo a chefia de enfermagem, a previsão é que os dois recebam alta ainda nesta segunda, pois todos os exames que eles fizeram não apresentaram alterações.
Investigação
O delegado Isaias Cordeiro afirmou que nos primeiros 10 dias a investigação vai se concentrar para finalizar o inquérito de tentativa de homicídio. A partir disso devem ser abertos novos inquéritos para avaliar responsabilidades e outras questões de condutas.
Nesta segunda-feira foram encaminhados ofícios para torcidas organizadas e outras entidades solicitando nomes de torcedores. Ainda não há informações sobre transferências do presos para outro local.


FONTE: Globo Esporte

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