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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Hospitais regionais acumularam dívida de aproximadamente R$15 milhões em 2014

Os 21 hospitais regionais acumularam aproximadamente R$ 15 milhões em débitos dos meses de julho a dezembro de 2014. Os débitos referem-se a material médico-hospitalar, medicamentos, insumos, pessoal, combustível, telefone e outras despesas. Os dados foram consolidados durante reunião realizada nessa segunda e terça, dias 23 e 24 de fevereiro, entre o secretário de Estado do Piauí, Francisco Costa, e os gestores das unidades de saúde.
Além dos diversos débitos, os diretores se depararam com as mais diversas irregularidades. Falta de medicamentos, de material hospitalar e alimentação, armazenamento inadequado de material, equipamentos inadequados e, em algumas unidades de saúde, ambulâncias paradas seja por falta de combustível, seja por estarem danificadas.
O secretário Francisco Costa explica, no entanto, que os repasses financeiros para o funcionamento dos hospitais estão garantidos. “Estamos repassando os recursos pra essas unidades de saúde, com olhar bem definido para o exercício de 2015. Em relação ao ano de 2014, estamos em contato com as secretarias de Administração e Fazenda, vendo a nossa capacidade de pagamento desses
débitos”, explica o secretário.
Outra situação encontrada pelos diretores foi a redução no número de cirurgias, o que deixava pacientes em filas de espera. Uma das primeiras ações foi retomada do serviço, principalmente o atendimento na ortopedia, o que zerou a fila de espera. “Em Parnaíba e Floriano, zeramos a fila de espera nas cirurgias ortopédicas. Em Picos, reduzimos a fila em 70%”, comenta o secretário, acrescentando “que a escala de plantão médicos também foi regularizada”. E mais avanços já foram apresentados, como em Parnaíba, onde os leitos da Unidade de Tratamento Intensivo(UTI) foram reativados.
Nos 50 primeiros dias de gestão, os diretores tinham o desafio de prestar os serviços nos hospitais, garantindo o atendimento à população, mesmo diante dos débitos. No entanto, Francisco reconhece que “os serviços ainda não estão na sua plenitude e pede à sociedade compreensão, já que requer tempo, diante das dificuldades e limitação financeira que nos deparamos”.

Da Editoria de Cidades
cidades@cidadeverde.com

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