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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Menores de Castelo do PI são condenados por morte de delator do estupro coletivo

Menores de Castelo do PI são condenados por morte de delator do estupro coletivoOs três adolescentes apontados no homicídio contra Gleison Vieira da Silva, 17 anos, delator do estupro coletivo em Castelo do Piauí, foram condenados a cumprir três anos de internação como medida socioeducativa. A sentença foi dada no início da tarde desta segunda-feira (21) pelo juiz Antonio Lopes.
O prazo para cumprimento da medida pode ser estendido, já que os menores serão avaliados a cada seis meses. Essa é a segunda vez que os jovens são julgados e condenados. Uma semana antes da morte de Gleison, que ocorreu no dia 17 de julho, o juiz Leonardo Brasileiro, da Comarca de Castelo do Piauí, condenou os adolescentes pelo estupro coletivo contra quatro garotas.
 Gleison Vieira da Silva cumpria medida socioeducativa no Centro Educacional Masculino (CEM) e dividia o mesmo alojamentos com os outros três coautores do estupro coletivo quando foi espancado até a morte pelos companheiros.
“Não tinha muito o que ser feito diante desse processo a não ser a aplicação da internação por três anos. É importante lembrar que a estrutura do CEM não é adequada, são poucos educadores e o local fica vulnerável a esse tipo de situação”, falou o juiz Antonio Lopes logo após a audiência.
A defensora pública Allyne Patrício disse que já conversou com familiares dos três adolescentes e orientou que eles não recorressem da sentença. “Expliquei as dificuldades em reduzir a medida já que o ECA não prevê uma forma mais branda para os casos em que os acusados são réus confessos”, falou.
O promotor da 2ª Vara da Infância e Juventude de Teresina, Mauricio Verdejo, pediu a extensão da medida socioeducativa. O promotor disse que já solicitou à Justiça que os rapazes permaneçam recolhidos até que completem 21 anos. Os três têm entre 15 e 16 anos de idade. A lei permite que menores fiquem por mais tempo internados, mas é necessária a comprovação de periculosidade. Eles deverão passar por avaliações com psicólogos e psiquiatras a cada seis meses.
Três adolescentes são acusados da morte de Gleison Vieira (Foto: Catarina Costa/G1)
Adolescentes participam da audiência na qual setença será proferida (Foto: Catarina Costa/G1)
Os três adolescentes permanecem recolhidos no Centro de Internação Provisória (Ceip). O juiz Antônio Lopes disse que, mesmo após a sentença, os três jovens continuarão apreendidos na unidade e só serão transferidos para o CEM após a ampliação da unidade socioeducativa.
O diretor da unidade de atendimento socioeducativo da Secretaria da Assistência Social e Cidadania (Sasc), Ancelmo Portela, que foi uma das 10 testemunhas ouvidas no processo, afirmou que o Governo do Piauí já autorizou a reforma no Centro Educacional.
Inquérito policial
Um áudio dos adolescentes confessando que participaram do estupro coletivo em Castelo do Piauí foi crucial para a conclusão do inquérito que investigava a morte Gleison Vieira da Silva.
A delegada Thais Paz, titular da Delegacia do Menor Infrator, disse ter levado em consideração o áudio porque, segundo ela, vai contra a versão dada pelos garotos após a morte no CEM. “Eles alegaram ter cometido o homicídio porque são inocentes e o Gleison quem os colocou nesta situação”, falou a delegada.
Para a polícia, a morte de Gleison foi associada ao fato dele ter sido o delator do estupro já que havia um pacto entre eles para que ninguém falasse nada. A delegada lembrou que antes da transferência dos menores para o CEM, a vítima contou em depoimento que estava sendo ameaçado pelos outros três adolescentes.
Durante a investigação, os três menores não falaram se a morte de Gleison foi planejada e por isto aceitaram dividir mesma cela.
Laudo cadavérico
O resultado do laudo cadavérico no corpo de Gleison Vieira mostrou que ele foi morto a socos e pontapés e que morreu em decorrência de traumatismo craniano, provocado pelo espancamento.
A investigação que apura a morte de Gleison Vieira da Silva, de 17 anos, está sendo acompanhada pela Comissão da Infância e Juventude do Conselho Nacional do Ministério Público (CIJ/CNMP). Em despacho, o conselheiro e presidente da CIJ, Walter de Agra, afirmou que a vítima foi colocada no mesmo alojamento com outros três adolescentes que já tinham feito ameaças contra Gleison. A intenção é apurar se houve negligência ao colocar todos o envolvidos na mesma cela.

G1

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