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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Santa Cruz do Piauí tem o 2° maior número de trabalhadores escravos do país

O município de Santa Cruz do Piauí foi a segunda cidade do país com maior número de trabalhadores em condições análogas à escravidão. Cerca de 53 pessoas foram libertadas pelo Ministério Público do Trabalho somente neste município, que perde apenas para a cidade de São Paulo, com 93 pessoas nas mesmas condições, em número de trabalhadores aliciados.
De acordo com dados do Ministério Público do Trabalho (MPT), apenas em 2014 foram alcançados 190 trabalhadores no estados do Piauí e do Ceará, dos quais 155 encontravam-se em condições de escravo desenvolvendo atividades  de extração do pó da folha de carnaúba. No Piauí foram 61 na cidade de Picos e 52 em Paranaíba, somando um total de 113 trabalhadores. Ao todo, 1.440 trabalhadores foram resgatados em 2014 em todo o país.
Um levantamento feito pela ONG Repórter Brasil, com base nos dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostrou uma lista com o nome das empresas flagradas mantendo trabalhadores em condições desumanas. A “lista suja” cita 404 nomes, entre pessoas jurídicas e pessoas físicas, mantendo trabalhadores em condições análogas à escravidão, isto é, submetidos à jornada exaustiva, locomoção proibida por dívida, entre outros problemas, segundo o Ministério do Trabalho. Juntos, eles empregam ou empregavam mais de 9,1 mil pessoas. No Piauí, aparecem na “lista suja” 10 empresas em sua marioriSanta Cruz do Piauí tem o 2° maior número de trabalhadores escravos do paísa fazendas e carvoarias
Perfil
Em comparação a 2007, o perfil do trabalhador escravizado mudou: estão mais velhos, mais escolarizados e aumentou o número de mulheres nestas condições. Em 2007, 56% dos libertados tinham até 29 anos. Em 2014, este número caiu para 46%.
A idade aumentou: 50,4% dos resgatados tinha até o 5º ano incompleto Duas das pessoas resgatadas tinham ensino superior completo e 5 tinha ensino superior incompleto. 13,7% eram analfabetas. Contudo, mesmo com esta diminuição do número de analfabetos, a baixa escolaridade ainda é grande. Para o procurador Jonas Ratier, coordenador de Erradicação do Trabalho Escravo do MPT, são números que envergonham. Ele defende que somente com a educação é possível sair deste ciclo.

Outro dado preocupante é o aumento de 7% de mulheres escravizadas. Em 2007 as mulheres representavam 3%. Em 2014, este número foi de 10%. Na zona rural, elas atuavam como cozinheiras ou catando restos de cana. Porém, Ratier afirma que este número se deve também ao aumento das fiscalizações.
No Piauí também outro dado preocupa que é a quantidade de crianças e jovens nas mesmas condições. De acordo com dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), 43,8% das pessoas entre 5 e 17 anos trabalhando com serviço doméstico. O chefe de fiscalização do Trabalho, Rubervam Du Nascimento, isto não ocorre apenas em pequenas e médias empresas nas cidades grandes do estado, mas também nas pequenas cidades.
De 1995 a 2013 foram resgatados cerca de 1000 trabalhadores em situação de risco no estado do Piauí. O estado possui 95% dos trabalhadores piauienses do meio rural trabalham na informalidade, sem carteira assinada ou qualquer benefício trabalhista. Esse número pode parecer baixo, mas é importante lembrar que a capacidade de fiscalização do Estado não é muito eficaz. Hoje há apenas com um grupo móvel para fazer toda a fiscalização do estado.

Cidades com o maior número de trabalhadores aliciados

  • São Paulo (SP) - 95
  • Santa Cruz do Piauí (PI) – 53
  • Tarauacá (AC) - 48
  • Granja (CE)- 35
  • Patos (PB)- 32


Com informações do G1

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