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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Detentos de duas penitenciárias se rebelam e três ficam feridos no Piauí

Três presos ficaram feridos durante rebelião na Casa de Custódia (Foto: Catarina Costa / G1)Detentos da Casa de Custódia de Teresina fizeram no início da tarde desta sexta-feira (28) uma rebelião que começou no pavilhão H e se estendeu aos pavilhões G e I. No total, 110 presos dos três pavilhões estavam envolvidos na confusão que durou cerca de uma hora. Com agentes penitenciários em greve, o motivo para a rebelião foi a suspensão das visitas de familiares e advogados. Força Tática, Bope e Rone foram acionados na tentativa de acalmar os ânimos. Segundo a polícia, três presos ficaram feridos e foram encaminhados para o Hospital de Urgência de Teresina.
Presos quebraram celas e tentaram agredir agentes durante rebelião (Foto: Catarina Costa / G1)
Direção do presídio solicitou reforço policial
(Foto: Catarina Costa / G1)
Na Casa de Custódia são 804 presos enquanto a capacidade é para apenas 336. Um total de 12 agentes penitenciários estavam na penitenciária quando a rebelião começou. Um total de 110 presos participaram diretamente da confusão.
Diretor Dênio Marinho fala sobre situação em presídio (Foto: Catarina Costa / G1)
Diretor Dênio Marinho fala sobre situação em
presídio (Foto: Catarina Costa / G1)
Com presos além da sua capacidade, a Penitenciária Irmão Guido também registrou um princípio de rebelião na tarde desta sexta-feira. A confusão começou quando presos alojados no pavilhão A quebraram grades e conseguiram chegar até o pátio na tentativa de entrar em outros pavilhões. A situação também foi controlada cerca de uma hora depois. O presídio tem capacidade para 326 detentos, mas atualmente 445 presos cumprem pena na unidade.
Segundo o diretor do Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sinpoljuspi), Kleiton Holanda, os detentos do pavilhão C e D da Casa de Custódia também chegaram a ficar agitados e quebraram os cadeados das celas. A situação só foi contornada por volta das 14h, uma hora depois. Policiais e agentes fizeram a contagem dos presos na intenção de saber se houve alguma fuga.
De acordo com o diretor da Casa de Custódia, Dênio Marinho, desde segunda-feira (24) quando os agentes decidiram entrar em greve que vem tentando evitar que a situação chegasse a esse ponto. “Tentamos o máximo possível, mas hoje com cinco dias de paralisação foi impossível evitar. Os presos estavam muito agitados e tentaram agredir os agentes. Foi nesse momento que acionamos a força policial. Por enquanto a situação está controlada, mas os presos continuam exaltados”, destacou.
Logo que souberam da rebelião, familiares se aglomeraram na porta do presídio em busca de informações. A aposentada Maria Carvalho, que tem um filho preso na Casa de Custódia, disse que teme o pior. “Estou muito preocupada, pois meu filho já está pagando a dívida de estar preso e não merece passar por uma situação dessa”, disse.
Daiane Silva, cujo marido também cumpre pena na penitenciária, disse que a confusão já era algo previsível. “Claro que depois da greve isso iria acontecer a qualquer momento. A gente fica triste com uma situação dessa”, desabafou.
O presidente do Sinpoljuspi lamentou a situação do sistema carcerário no Piauí. “É uma situação triste no sistema prisional do estado, mas é uma realidade do sistema público porque não há acompanhamento do governo nesse aspecto”, avaliou.
Fonte: G1

Fotos: G1 e  Cidade Verde

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