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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Policial é acusado de vazar informações sobre inquérito de Frank Aguiar

Policial é acusado de vazar informações sobre inquérito de Frank AguiarUm policial que atua no Estado de São Paulo é suspeito de ter conseguido e vazado informações sobre a investigação que liga o cantor Frank Aguiar a um suposto traficante internacional de drogas. O policial civil, identificado como Luivo José de Souza Barros, trabalha no Deic (Departamento de Investigações Criminais) e já está sendo investigado pela Corregedoria.
Luivo José, que nega as acusações, passou a ser investigado depois de buscar informações sobre o inquérito. Ao saber da suspeita, o delegado responsável pelo caso de Frank Aguiar, Alberto Pereira Matheus Júnior, tentou impedir a presença do policial no departamento.
Frank Aguiar
Frank Aguiar
O caso sobre o suposto envolvimento do cantor com traficantes permanece sob sigilo. Ele [Frank Aguiar] esteve na tarde da última terça-feira (7), na sede da Polícia Federal em São Paulo para, segundo ele, colocar-se disposto à qualquer explicação sobre o caso.
A paralisação do inquérito, segundo a polícia, teve a participação do ex-secretário de Segurança, Antônio Ferreira Pinto. Pinto teria afastado policiais à frente da apuração. Ele nega envolvimento.
Policial nega
O investigador suspeito de atuar em benefício de suposto envolvido em tráfico de drogas diz que sua inclusão no inquérito é um “absurdo” e trata-se de uma “ficção”.
O policial Luivo José de Souza Barros é suspeito de vazar informações de uma investigação que liga o vice-prefeito de São Bernardo do Campo e cantor Frank Aguiar (PMDB) a um acusado de tráfico internacional de drogas.
Barros, porém, disse que nunca conheceu ou teve qualquer relação com Jailson Lopes de Souza. Ele nega, ainda, ter buscado informações sobre o caso ou ter repassado qualquer dado ao suspeito.
Isso é irreal. Eu sou investigador de classe especial. Eu não o conheço e não tenho relação nenhuma com ele. Eu nunca fui ao cartório buscar informações sobre isso e nunca soube que eu estava sendo investigado por isso, disse Barros.
O policial atribuiu a inclusão de seu nome no inquérito enviado à Justiça a uma tentativa de vingança do delegado Alberto Pereira Matheus Jr., responsável pela investigação, e a um esforço de prejudicar o ex-secretário da Segurança Pública de São Paulo Antonio Ferreira Pinto.
“A minha biografia não permite insinuação em relação a isso afirmou. Há motivação eleitoral nisso”, disse.
Na época, Ferreira Pinto concorria pelo PMDB a cargo na Câmara dos Deputados; ele não foi eleito.
Frank Aguiar, que também era candidato a deputado federal e não foi eleito, disse haver razão eleitoral no caso. Ele admitiu ter amizade com Souza, mas negou que soubesse da suspeita de ligação dele com o tráfico de drogas.

*Com informações do portal Folha

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