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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

‘Mandei meu filho para a morte’, diz pai de vítima de chacina em Alegrete do Piauí

‘Mandei meu filho para a morte’, diz pai de vítima de chacina em Alegrete do PiauíUma atitude de preocupação com a vizinha terminou com a morte de um filho. Foi o que aconteceu com o pai de uma das vítimas da chacina ocorrida em Alegrete do Piauí na terça-feira (18). Ele percebeu uma movimentação estranha na casa de um parente e pediu para que o filho checasse o que ocorria. Pouco tempo após o pedido, ele escutou uma sequência de tiros.
Casa fica destruída depois que seis pessoas da mesma família são mortas em chacina no PI (Foto: Ellyo Teixeira/G1)
Local onde ocorreu a chacina (Foto: Ellyo
Teixeira/G1)
“Ao ver o carro (onde estariam os suspeitos), imaginei que minha vizinha estava doente e pedi para meu filho checar o que estava acontecendo. Eu mal sabia que estava mandando meu filho para o caminho da morte”, disse o senhor, muito abalado e choroso.
Após escutar o barulho dos vários tiros, o idoso correu para a casa, que fica próxima a sua, e se deparou com seis corpos, incluindo o de seu filho. “Quando cheguei, já encontrei meu filho e mais cinco pessoas mortas. Foi uma cena horrível, parecia coisa de televisão”, afirmou enquanto contava os detalhes para a Polícia Civil.
Uma outra testemunha, também vizinha e prima de Maria do Socorro de Carvalho, uma das seis vítimas da chacina, relatou que foram vários tiros e que pensou que os sons eram de fogos de artifício. “Escutei o barulho e achei estranho, pensei que eram foguetes. Fui até a porta da cozinha, percebi a movimentação e depois teve(sic) mais tiros”, contou, sem querer ser identificada.
A comunidade Boa Vista, localizada a cerca de 10 km do centro urbano de Alegrete do Piauí, está bastante abalada. Com medo, os moradores evitam falar com a imprensa. As polícias civil e militar continuam na região em busca de depoimentos, testemunhas ou qualquer indício que possa ajudar a elucidar o crime.
Familiares se reúnem estarrecidos com chacina no Piauí (Foto: Ellyo Teixeira/G1)
Familiares se reúnem estarrecidos com chacina no Piauí (Foto: Ellyo Teixeira/G1)
Prisões
Quatro homens foram presos nesta quarta-feira (19) suspeitos de ter participação na chacina em Alegrete do Piauí. De acordo com o secretário, existem indícios, encontrados no local do crime, que ligam os suspeitos ao crime. Segundo o secretário de segurança, Fábio Abreu, os suspeitos foram encontrados na região a partir da investigação da polícia colhendo informações na região e com os vizinhos.
“Algumas pessoas foram conduzidas até a delegacia do município de Fronteiras e estão sendo ouvidas pelo delegado da região. Existem fortes indícios de que essas pessoas possam estar envolvidas no crime porque há elementos encontrados pela perícia na cena do crime que permitem fazer essa ligação”, disse.
Policiais realizam diligências na região para capturar os criminosos (Foto: Renan Nunes/TV Clube)Policiais realizam diligências na região (Foto:
Renan Nunes/TV Clube)
Vítima era monitorada
Maria do Socorro de Carvalho, 23 anos, uma das vítimas da chacina ocorrida em Alegrete do Piauí na noite da terça-feira (18), vinha sendo monitorada pela polícia por ser suspeita de cometer dois assassinatos na região. Segundo o comandante geral da Polícia Militar do Piauí, Carlos Augusto, a jovem era investigada pelas mortes de um professor, no mês de junho, e de uma amiga dele, em 2012 no município de Padre Marcos.
“O professor identificado como George Francisco Carvalho era testemunha do homicídio cometido por Maria do Socorro e ia depor contra ela pela morte da amiga Cinara Ramos. As duas disputavam pontos de vendas de drogas na região, o que teria motivado o crime”, contou.
Na semana passada, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão na casa de Maria do Socorro de Carvalho, que chegou a ser conduzida à Delegacia de Alegrete. Na ocasião, Sildo Cícero de Carvalho, tio da mulher e também uma das vítima da chacina, assumiu ser o proprietário das cinco armas encontradas e liberado após pagar fiança.
Conforme a polícia, Sildo não tinha termo de posse legal das armas: três rifles e dois revólveres calibres 32 e 38 foram achados na casa.
Balas encontradas pelos policiais no local do crime (Foto: Renan Nunes/TV Clube)Balas encontradas pelos policiais no local
do crime (Foto: Renan Nunes/TV Clube)
Ainda de acordo com o comandante, a vítima da chacina era bem instruída, fazia o quarto período do curso de direito e era formada em pedagogia e teologia. Além dos dois homicídios, ela também era investigada pelo crime de tráfico de drogas.
“Sabemos que ela estava sofrendo ameaças, mas vamos aguardar a apuração da Polícia Civil, responsável pelo caso”, destacou Carlos Augusto.
“Ela já era envolvida com outras confusões. No entanto, todo o quebra-cabeça que envolve essa chacina só será montado quando a polícia descobrir quais os motivos para esses outros dois assassinatos nos quais a Maria do Socorro é suspeita de participação”, falou o comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar de Picos, Wagner Torres.
Familiares das vítimas de chacina no Piauí se mostram abalados com crime (Foto: Ellyo Teixeira/G1)Familiares das vítimas de chacina se mostram
abalados com crime (Foto: Ellyo Teixeira/G1)
Perito médico, Enzo Moraes (Foto: Washington Franklin)
Enzo Moraes (Foto: Washington Franklin/G1)
Perícia nos corpos
O perito criminal Enzo Morais disse que a quantidade de marcas de disparos encontrados no corpo de Maria do Socorro é um forte indício de que ela seria o principal alvo dos atiradores. “Os corpos estão sendo periciados um a um, mas inicialmente o que podemos constatar é que ela devia mesmo ser o alvo principal”, falou.
O crime ocorreu por volta das 20h da terça-feira na comunidade Boa Vista, zona rural de Alegrete do Piauí. Os corpos só foram removidos pelo Instituto Médico Legal (IML) no início da manhã desta quarta-feira (19) e levados para o Hospital Justino Luz em Picos, distante cerca de 100 km.
Vizinho ouviu disparos
Um agricultor vizinho da família contou ao G1 que no momento do crime chegou a ouvir os disparos e ao tentar sair de casa para ir até o local, foi contido pela mulher. Por medo, o homem não quis ter a identidade revelada.
“Poderia ter sido morto também. Eu ai lá tentar ajudar, mas a minha mulher não deixou, me segurou. Depois eu fui até lá e vi que a porta estava aberta e os corpos caídos no chão da sala. Foi horrível o que aconteceu”, relatou.
O agricultor disse que foi a primeira pessoa a chegar no local e acionar a polícia.


G1

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